sexta-feira, 23 de agosto de 2013

PEDACINHO DO CÉU E O ENVELHECER SOB A VISÃO DE UM IDOSO



Para lembrar os seguidores do blog, o meu pedacinho do céu, um senhor de 91 anos, morador do Lar Moriá de São Leopoldo - RS. Ele tem uma saúde invejável e prova que uma pessoa com 60 anos está só na metade da vida.

Ele faz longas caminhadas diariamente, frequenta biblioteca da EST (Escola Superior de Teologia), viaja sozinho de trem, escreve um livro e lida muito bem com o computador.
Para o Blog do Mandiocaço meu amigo escreveu o texto a seguir (muito interessante para nós sessentões e sessentonas):


“O ENVELHECER - VISTO POR UM IDOSO”
A. Brönstrup
O envelhecer passou a ser um tema de interesse não apenas dos geriatras e estudiosos da área, mas de todas as pessoas e idades, e vai gradativamente aumentando, especialmente ao se atingir 60 anos. Os filhos que tem pais com idade avançada, ou com problemas resultantes da idade, é que mais necessitam conhecer o que é o envelhecimento, bem como as pessoas que atingem um patamar acima dos sessenta, já que são poucos que o sabem. (Falo aqui por experiência própria). Para a grande maioria a idade é simplesmente a dos quatro dígitos indicada na carteira de identidade, o ano de nascimento.
Os relatos dos profissionais da área, e as entrevistas com os idosos são normalmente escritos por pessoas relativamente jovens, ou outros, que pouco ou nunca conviveram com idosos. Nestes relatos os entrevistados idosos respondem o que acha conveniente, nunca respondendo na integra o que realmente sentem e pensam, quando ainda raciocinam com certa lógica.
O que pretendemos relatar é a nossa vivência do ficar idoso, e a convivência por alguns anos como residente idoso (91 anos incompletos) com idosos independentes, semidependentes e dependentes num residencial geriátrico. É também o resultado de pesquisas, de entrevistas, mas principalmente da convivência diária e de observações diretas.
O QUE É SER IDOSO
O que chamamos de velhice começa ao redor dos 65 anos e se caracteriza por um declínio gradativo do funcionamento de todos os sistemas corporais, em alguns lentamente, em outros com maior rapidez. Para muitos ao atingirem, ou verem os outros atingir esta idade, vêm o processo de envelhecimento, tão somente como a continuidade da vida. “Envelhecer, no entanto, é o processo de mudanças fisiológicas no corpo humano, com início depois da maturação sexual, com uma aceleração progressiva a partir da quinta década de vida. É fruto da ação combinada de variáveis genéticas, biológicas, socioculturais e de estilo de vida. Diferentes indivíduos envelhecem em ritmos também diferentes”, define a psicóloga e professora da Unicamp especialista em Psicologia do Envelhecimento, Anita L. Neri.
Saber envelhecer é um aprendizado contínuo, é se preparar e aceitar as novas limitações que o tempo traz, é não encarar a aposentadoria como um vazio, mas aprender a usar e desfruta-la, em especial os períodos de vida livre de compromissos, e buscar momentos de prazer. É renunciar a uma antiga posição de autoridade e aceitar que um estilo de vida produtiva se fecha para que outro tipo de vida apareça. “Quem se recusa a aceitar as mudanças que essa fase da vida traz, pode viver em um constante estresse e pessimismo perante a perda de prestígio e do poder aquisitivo, além de ter uma reduzida autoestima” (Elisabeth Sangalo). Eu acrescentaria a recusa da conscientização da perda progressiva dos recursos físicos e mentais.
Em meu entender, os idosos se dividem em independentes, semidependentes e dependentes. (A Revista Brasileira da Medicina e do Esporte divide as pessoas em seis categorias: atletas - fisicamente apto-ativos – fisicamente independentes – fisicamente frágeis – fisicamente dependentes e incapazes). Na convivência busquei entender e compreender o envelhecimento (o meu e dos outros), a partir da experiência vivida. Procurei analisar os problemas com a utilização de referenciais, capazes de enfocar as pessoas (o ser humano) com base em suas vertentes sociais, culturais e psicológicas.
Alguns estudiosos definem a velhice como um período de declínio caracterizado por dois aspectos: a “senescência e a senilidade”. Definem a senescência como uma fase normal da vida de um indivíduo sadio; inicia-se ao redor dos 65 anos, não possuindo nenhuma manifestação visível de doença; Na senescência não ocorrem distúrbios de condutas, amnésias, perda do controle de si mesmo; em outras palavras, é o idoso sadio. As pessoas independentes normalmente não se sentem envelhecendo, mas continuando a viver em outro momento de sua existência. Nesta fase o independente passa a semi-dependente, ao aparecerem os problemas iniciais com a atividade da vida diária, de locomoção, alimentar-se vestir, cuidar da higiene pessoal.
Para compreender a dependência e o seu grau, são necessárias mais algumas elucidações. Dependência é um estado no qual um indivíduo confia em outro (ou em outros) para ajudá-lo a alcançar necessidades previamente reconhecidas. A dependência, ao contrário do que muitas vezes se possa pensar, não é um atributo exclusivo da velhice, podendo ser constatada ao longo do processo evolutivo do ser humano. Ao nascer, o bebê mantém uma relação de dependência com a mãe e as demais pessoas que o cercam, relação que vai diminuindo, gradativamente à medida que cresce, dando lugar à competência. Na idade adulta esse mesmo ser, agindo por vontade própria, de forma independente, na grande maioria de seus atos ou realizações, apresenta um grau de dependência muito pequeno em relação aos outros adultos. Na velhice, esse processo de dependência reaparece, por conta do processo fisiológico do envelhecimento, e se manifesta, com maior intensidade e frequência, pela ocorrência de doenças e condições adversas. (Dr. Mario Borges).
A senilidade se refere à fase do envelhecer em que o declínio físico é mais acentuado A legislação brasileira através da ANVISA classifica o idoso pela sua condição em autônomo e dependente. Autônomo que detém poder decisório e controle sobre a sua vida, e dependente que requer auxílio de pessoas ou de equipamentos especiais para realização de atividades da vida diária. A dependência de um idoso por sua vez é classificada em três graus. Um – os idosos independentes que requerem uso de autoajuda. As normas da ANVISA especificam como autoajuda, qualquer equipamento ou adaptação para compensar ou potencializar habilidades funcionais, tais como bengala, andador, óculos, aparelho auditivo e cadeira de rodas, entre outros com função assemelhada. Dois - idosos com dependência em até três atividades de autocuidado para a vida diária tais como: alimentação, mobilidade, higiene; sem comprometimento cognitivo ou com alteração cognitiva controlada; Três- idosos com dependência que requeiram assistência em todas as atividades de autocuidado para a vida diária e ou com comprometimento cognitivo, como com Alzheimer, por exemplo.
A senilidade se refere á fase do envelhecer, em que o declínio físico é mais acentuado e é acompanhado da desorganização mental. Aqui, também, encontramos as diferenças entre as pessoas; algumas se tornam senis relativamente jovens, outras antes dos 70 anos, outras, porém, mantendo a mente saudável, nunca ficam senis, pois são capazes de se dedicarem a atividades criativas que lhes conservam a lucidez até a morte (Rosa, 1983), no entanto, são possuidoras de problemas acentuados de caráter físico.
Senilidade é doença, também conhecida como demência, onde o idoso perde a capacidade de memorizar, prestar atenção, não consegue mais se orientar, fala sem nexo pode chegar a limitar sua vida ao leito, e chega a perder o controle de urinar e defecar, são pessoas dependentes. Neste quadro se incluem os que padecem da doença de Alzheimer.
Segundo a gerontologia, o envelhecimento humano ocorre em três níveis diferentes: biológico, psicológico e social. Aqui pretendo analisar em especial, os independentes e os semi-dependentes, uma vez que a minha vivencia e contato foi mais acentuado com estes, e o relacionamento com os dependentes muito limitados.
O envelhecimento biológico envolve mudanças fisiológicas, anatômicas, bioquímicas e hormonais, acompanhadas de gradual declínio das capacidades do organismo. A idade biológica é aquela que está no núcleo das células dos vários sistemas do organismo.
O envelhecimento psicológico é indiscutivelmente o mais importante, e é traduzido pelos comportamentos abertos e encobertos, das pessoas em relação a si próprias, e, ou aos outros, ligados a mudanças de atitude e limitações das capacidades em geral. Nesta fase nos apoiamos amplamente na comparação (uma vez que tendemos a nos comparar com outros idosos), é a fase em que julgamos ainda ter todas as habilidades e capacidades, em função da aparência, da funcionalidade física e mental. Quando constatada a nossa limitação, (dificilmente esta constatação é nossa) que não temos mais condições de morar só, o nosso comportamento é de recusa a morar fora de nosso habitat, com os filhos ou numa casa comunitária (neste conceito enquadra-se principalmente o semidependente com limitações físicas). Em virtude de nosso preconceito contra os residenciais para idosos, mesmo que este seja do mais alto nível, não conseguimos imaginar, e muito menos valorizar o ter que viver coletivamente nos centros de convivência de idoso. Querermos sempre regressar ao meio anterior, ao convívio que tínhamos com os amigos e familiares, levando conosco a insegurança e a dificuldade de aceitação das exigências da vida.
O envelhecimento social está relacionado às normas ou eventos sociais que controlam, por um critério de idade, o desempenho de determinadas atividades ou tarefas do grupo etário, e que dão sentido à vida de cada um. Como exemplo, podemos citar: a preparação e a atividade profissional, o casamento, o nascimento de filhos, quando ainda somos jovens. O convívio com colegas, amigos e familiares durante a vida ativa, ocorrendo a aposentadoria quase sempre compulsoriamente aos setenta anos, ou com 30 ou 35 anos de trabalho comprovado. Essas normas ou eventos sociais contribuem para o estabelecimento de muitos preconceitos sociais. Assim por exemplo, citando Neugarten e Datan (1974), para reforçar este ponto, a aposentadoria está supostamente relacionada como início da vida incapacitante e desintegradora, ou seja, a Velhice.
Os questionamentos para o envelhecer são muitos, para os homens entre outros, a falta de preparo para a aposentadoria e a dificuldade em aceitar o envelhecimento. Para as mulheres, a perda da imagem da jovialidade. As pessoas que aceitam o envelhecer se adaptam melhor ás mudanças que ele sugere e não sofrem tanto com o peso da idade e a falta de lugar na sociedade, podendo inclusive dar lugar à sensação de prazer e desfrute, escrever Wallace Hetmanek. É imprescindível que alem da TV, tanto a mulher como o homem, se familiarizem, si já não estão, com o computador. Esta máquina permitirá que o idoso se conecte através da internet com a família e o mundo, alem de proporcionar um número incontável de jogos, e outros passatempos para arejar a mente.
A atividade física, especialmente as caminhadas, são os meios mais baratos e mais saudáveis de melhoria de nossa saúde, em especial para a preparação do envelhecer. A atividade física é de fundamental importância, retardando o processo degenerativo e compensando as perdas, principalmente, nos aspectos cognitivos (raciocínio, atenção, percepção, memória, juízo etc.) e físicos, assim a atividade física torna-se um fator, que pode ajudar a amenizar estas perdas (RABACOW 2006).
Chega o momento em que o casal de idosos, ou apenas um membro do casal (tendo o outro já falecido), residindo só ou com familiares, pressionado por causas circunstanciais, necessita tomar uma decisão crucial, (quando ainda pode decidir), mudar radicalmente o seu sistema de viver. Deixar a sua casa, o seu habitat, o depositário das recordações de uma existência, é algo inimaginável para alguns, e se ver forçado a viver na casa de um filho, ou, em uma casa comunitária, que chamaremos aqui de residencial para idosos, ao invés de geriatria. Quando esta decisão cabe aos filhos, ela é normalmente radical, e para muitos, como uma condenação prisional. O sentimento da perda de autonomia do valor social, a ausência de familiares é avaliada como abandono ou desprezo, ou de sentir-se esquecido e abandonado. As mulheres sofrem inicialmente mais, mas se adaptam melhor a esta mudança. Os homens ao contrário aceitam melhor a mudança, tendo muito mais dificuldades em se adaptar depois.
Apreendemos, também, que as principais preocupações das pessoas idosas independentes são: - mostrar que não perderam a sua identidade por se tornarem idosos, e, às vezes, - apesar da idade cronológica, não se sentem envelhecidos; - esperam o reconhecimento; - expressam que ter saúde é essencial e lhes possibilita manter autonomia sobre suas vidas; - enfatizam a importância do apoio, da convivência e do cuidado da família; - valorizam extremamente a independência financeira.
A GRANDE DECISÃO – MORAR COM UM FILHO OU IR PARA UM RESIDENCIAL DE IDOSOS.
Inicialmente, gostaria de relatar aqui a minha própria experiência. Ao voltarmos para Porto Alegre, depois de nove mudanças, e termos adquirido o apartamento dos sonhos, com uma belíssima vista sobre o Parque Moinhos de Vento e que comportava todas as nossas recordações dos inúmeros lugares que visitamos pelo mundo. Ambos tínhamos 65 anos, eu aposentado. (Continuei trabalhando mais dez anos como autônomo).
A partir dos setenta e cinco anos, minha esposa e eu começamos a nos preocupar com a possibilidade de um dia termos que deixar a nossa morada. Tínhamos nos preocupado, durante a nossa vivência na Alemanha, com o residir em condomínios para pessoas a partir dos 60 anos, e com infraestrutura adequada. (Na Europa nos últimos anos, cresceram muito os condomínios específicos, com exigência condominial para casais com um mínimo de sessenta anos, sem filhos residindo com eles, perto da aposentadoria ou aposentados, preparados com serviço de enfermagem e uma boa estrutura de serviços comunitários. Na Alemanha existem hoje perto de nove mil destes condomínios, que se chamam Residenciais Sênior). Examinamos a alternativa, de um filho vir morar conosco, ou a de irmos morar com um filho, bem como a alternativa de um residencial para idosos. Visitamos e examinamos quase todos os residenciais do gênero em Porto Alegre, nos arredores e no interior.
Ao completarmos oitenta e sete anos, havia chegado o momento em que constatamos que não tínhamos mais condições de morar só, tínhamos que nos decidir, em virtude de minha idade e da frágil saúde de minha esposa. Si esperássemos mais algum tempo a decisão não seria mais nossa. Minha esposa teve maior dificuldade em aceitar a ideia de sair de sua casa. Chegamos á conclusão, que poderia ser um erro morar com um filho, e o erro ser constatado tarde demais. Sempre nos sentiríamos como hóspedes, já que nunca alimentamos o sonho da inversão dos papeis em relação aos filhos (cuidei de ti agora tens de cuidar mim). Tínhamos consciência da modificação drástica na dinâmica da família dos filhos, bem como a readaptação do espaço físico, que esta nossa mudança causaria
A escolha do Lar Moria em São Leopoldo (RS) foi o resultado de uma longa triagem. A escolha para mim baseou-se principalmente na belíssima localização, o lindo entorne, o parque, a absoluta segurança, a limpeza, o espaço social, e a similaridade funcional com os melhores residenciais da Alemanha, que havíamos visitado anteriormente.
Deixamos nosso apartamento intacto, permitindo o nosso regresso a qualquer momento, (nunca mais fomos lá, nem eu, depois da morte da esposa, residindo agora lá uma neta). Inicialmente sofremos muito, a minha esposa muito mais, mas tínhamos a grande dádiva de não estarmos sós, tínhamos um ao outro. Aprendemos que a solução era nos entrosarmos. Creio que o sofrimento é uma reação inicial normal, em especial aquele, que esta só. Somente depois da morte de minha esposa em consequência da anestesia em uma cirurgia, compreendi “QUE A PIOR DOENÇA DO ISOSO É A SOLIDÃO”. Apesar da insistência de meus filhos, para que eu fosse residir com um deles, preferi ficar no residencial Lar Moria, onde já me sentia na minha casa, com amigos DA MINHA IDADE. Alem disto, teria quer abandonar este lindo parque, as caminhadas livres de perigo, a mata aonde as arvores já falam comigo, os pássaros que vem á minha janela, a quadra de esporte aonde vou ver o jogo de vôlei dos alunos e professores da Escola Superior de Teologia, e sua fantástica biblioteca.
As pessoas da família encarregadas de encontrar um residencial para o idoso(s), ou o próprio, devem considerar ao escolher, que esta será QUASE SEMPRE a sua ultima morada. O idoso tem consciência disso.
Menciono aqui alguns requisitos básicos que devem ser observados na escolha do residencial, que são fundamentais para que o idoso se sinta bem numa casa comunitária:
A casa escolhida deve ter condições de preservar a dignidade do(s) candidato(s) a residente, observando o significado do que está escrito em “Levítico 19:32 Tens de mostrar consideração para com a pessoa dum homem idoso, ou duma mulher idosa”. Observar na pesquisa: os funcionários que mantém contato direto com o residente sabem escutar atenciosamente, mostram empatia, percebem quando é necessário dar incentivo, dão ajuda prática são bondosos e pacientes? A casa evita o tema da finidade e incentiva as manifestações de religiosidade e espiritualidade?
(1)- Caso o idoso seja totalmente independente, acostumado a fazer exercícios, caminhadas etc., a localização deve ser agradável e que permita fazer os exercícios e as caminhadas com absoluta segurança; (2) - Examinar si a peça onde o residente passará a maior parte do tempo, o quarto de dormir, é bem iluminado, silencioso e ventilado externamente; (3) - Fazer no mínimo uma refeição no restaurante da casa, de preferência ao meio dia, a fim de avaliar o aconchego ambiental e as condições dos alimentos oferecidos; (4) - Informar-se sobre os cuidados higiênicos, serviço de limpeza e camareira, bem como a lavagem de roupa; (5) - Avaliar a qualidade do serviço de enfermagem. Se a racionalidade da carga e sobre carga dos atendentes é bem dimensionada. Caso o internado seja do sexo masculino, a casa deverá ter no mínimo um atendente masculino, a fim de evitar o constrangimento nos atendimentos íntimos. (Chamou nossa atenção no Lar Moria, desde o primeiro dia de residência, a boa vontade, o sorriso contagiável dos atendentes); (6) - Quais as atividades ocupacionais diários, e se existem atividades intergeracionais. (É psiquicamente muito importante para o idoso o contato com mais jovens). (7) - Verificar si o residencial para a terceira idade prioriza a segurança, a paz interior, a liberdade, o respeito e o amor como fundamentais de sua prática de enfermagem gerontológica, e que o conceito de qualidade de vida assume maior destaque que o conceito de cura de doença, já que esta é uma função hospitalar. O idoso tem dificuldades em entender a relação da reciprocidade entre velhice e doença, sempre almeja o aumento na duração e qualidade da vida, achando que o cuidado da saúde deve ser priorizado.
É imprescindível que num residencial para idosos exista alguém encarregado em solucionar os problemas iniciais de integração do novo residente com a casa e COM ELE MESMO, ao relutar na aceitação do novo habitat. A encarregada deste trabalho deveria ter os conhecimentos básicos de psicologia geriátrica. (Soubemos que houve casos de suicídio de idosos em São Paulo, causados por estresse psicológico da solidão e por inconformismo). O impacto inicial desta mudança é uma realidade, sendo maior nos homens e no período depois da janta, que é normalmente muito cedo, quando depois todos se recolhem. É recomendável que a casa escolhida tenha um programa ocupacional para este período.
O Lar Moria classifica os residentes em independentes, semi-dependentes e dependentes, de conformidade com as normas da resolução 283 mencionada abaixo. Considera independentes aqueles que cumprem plenamente as tarefas de autocuidado, que fazem compras, pagam contas, mantém compromissos sociais, usam meios de transporte, comunicam-se bem, cuidam da própria saúde e mantém a sua integridade e segurança. O Lar Moria é dirigido pelas Irmãs Diaconisas de Confissão Luterana, uma organização religiosa que teve seu início na Alemanha e com altíssima vivência em residenciais congêneres em todo mundo. O Lar incorpora administrativamente as normas da legislação brasileira atinente, em especial a Resolução 283 da Diretoria Colegiada da ANVISA; o Estatuto do Idoso; a Vigilância Sanitária e Conselhos do Idoso. Também é fiscalizada por todos esses órgãos, incluindo também, o Ministério Público. Não se olvidando com tudo dos conhecimentos adquiridos através da experiência mundial, e cuja aplicação seja permissível pela legislação brasileira.

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