sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

MINHA ESCOLA - O IMERAB

O encontro de confraternização dos ex-alunos do IMEAB, demonstrou que a convivência fraterna entre as pessoas, principalmente entre os jovens, é educadora. Lá estavam presentes, ex-alunos, funcionários e ex-funcionários, professores e ex-professores, vindos de todas as partes do Brasil, numa demonstração de afeto, de saudades e de boas lembranças.
Essa demonstração de amizade é baseada nas lembranças e na vivência de tantos anos da direção da Escola, seus professores e alunos, internos e externos, garotos e garotas que juntos, construíram a tarefa educativa, de aprendizagem e de vida em uma grande família.
Este evento possibilitou reviver as amizades, a confraternização, a apresentação dos familiares/descendentes.Trouxe, também, relatos de fatos passados e colocados em comum, uma espécie de rastros deixados por quem lá passou.
O IMEAB é uma escola ímpar na construção da cidadania, e da profissionalização porque conseguiu forjar na consciência de seus alunos, professores e funcionários sentimentos de convivência, de carinho, de respeito, de solidariedade e de muita responsabilidade. Isso tudo creditado a uma instituição de ensino municipal criada como escola de capatazia rural, cujo objetivo era atender as demandas dos filhos de agricultores.
Todos que ali passaram, assim como eu, certamente conseguiram, nessa convivência, construir o caráter e projetar seu futuro. Lá cheguei aos 15 anos de idade, vindo do interior, como quase todos os outros filhos de pequenos agricultores. Nessa escola passei quatro anos interno, fazendo o curso Normal Rural, o que me possibilitou assumir, como professor na cidade de Pratos/Tucunduva. Retornei ao IMEAB em 1967 como professor e novamente interno, assim como  outros docentes solteiros. Novamente uma grande família se formava. Nela, além das aulas, auxiliava na administração da escola e da granja. Nesta segunda etapa, mais seis anos se passaram na mesma filosofia de trabalho. Nesse tempo, além do trabalho, assim como vários colegas, cursei a faculdade de Pedagogia, depois a de Direito. Apenas em 1972saí da escola para assumir funções na Cotrijuí e lá desempenhei funções muito próximas às do IMEAB porque, junto aos agricultores associados e suas famílias, atuava em educação e comunicação. E essa dupla experiência me possibilitou entender melhor as relações humanas em uma grande empresa que, além de produzir riqueza, tinha por missão manter e propiciar aos milhares de agricultores associados a compreensão de suas atividades dentro dos princípios do cooperativismo.
Hoje continuo na mesma luta, com o mesmo segmento social, apenas em uma esfera mais ampla, como presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS.
Aproveito essas lembranças para registrar aqui a convivência humana, saudável e educativa de um grupo  que viveu intensamente o IMERAB, no período 1967/1972: o diretor Alcides Lucion, os colegas que já nos deixaram e de quem ficaram saudades e boas lembranças: Ciro Andreoli de Moraes ( nosso compadre), Eugênio Krutul, Sidnei Feijó, Frei Libório, Arnaldo Drews, dona Olga, Vitoldo, Edo Heidrich, Hélio Beal, Felipe Grando, Roni Voigt, Assunta Dallabrida, Lidia Possani, Teresza Burmann, Tarcísio Grando...E, ainda, os que por aqui estão e com os quais é possível realizar trocas e reforçar as vivências daquela época: Issac Fróes e Claudete( compadres), Arnaldo Dunke e Chica, Mario e Lizete Noronha de Moura, Rosa Carlini de Moraes (comadre), Nelci Carlini Feijó, Marlene François, Waldir Andriguetto, Adroaldo Hartmann, João Carlini Neto, Beatriz e Geder Rossato, Bruno Scheneider, dona Amábile Montanher...

Rui Polidoro Pinto - Ijuí/Poa.
Revista do Mandiocaço página 23

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